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Tiro no pé

20/01/2012

 

O Plano Brasil Maior veio para ajudar empresas e trabalhadores, mas em alguns casos acaba por não cumprir o que promete.

O plano prevê a desoneração da folha de pagamentos em alguns setores como: têxtil, calçados e tecnologia. Contudo, o plano determina que as empresas agraciadas com a medida paguem contribuição de 1,5% sobre o faturamento.

Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) calcula que a desoneração da folha na verdade aumenta a carga tributária de 30% das empresas do setor.

Acontece que em alguns casos as empresas acabam por pagar tanto ou mais do que pagavam de imposto nas folhas de pagamento.

É o caso da Hering. “Se aumentar a relação folha/faturamento neste ano, o que é um objetivo de toda empresa, teremos aumento de carga tributária”, diz Ulrich Kuhn, membro do conselho da Hering.

O Plano é mais bem visto por empresas que tem parte significativa de seu faturamento vindo das exportações. “A desoneração tende a beneficiar mais as indústrias que exportam porque a receita com vendas ao exterior é retirada do faturamento sobre o qual a empresa deve calcular a nova contribuição de 1,5%.”, diz Carlos Roberto Cintra, diretor financeiro e industrial da Democrata.

Uma proposta de redução de carga tributária que em certas circunstâncias acaba por provocar o oposto precisa ser revisada.

A matéria do Valor Econômico foca nas empresas têxteis e de calçados. Agora, resta saber como os demais setores incluídos no Plano se comportam.

A notícia completa pode ser lida no Valor Econômico.

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